Pais e Heróis – Céu de brigadeiro e mar de almirante
Relembrando o dia que meu pai foi vivo neste território terráqueo, me vem a imagem do seu semblante risonho, um pouco melancólico. Sempre penso no Chico, na música As Meninas do próprio, sempre me vem uma fuligem de infância lembrando meu avô que foi meu pai, igualmente, as imagens masculinas que nos dão força e território mental pra vida. Conversas de café e cigarros, toldos e céu de brigadeiro, ao lado de Acuio em SP e a imagem da data do dia que um pai nasceu, Dia do Economista. E nestas conversas sobre ondas, marés e a mudança das luas, sobre a força de ser homem e acreditar no destino, estivemos em São Paulo, conectados numa saturnália de emergência paterna com as relações que a cidade, a metrópole nos apadrinha, nos acolhe, um dia em capricórnio, depois a Lua vagou em Aquário e firma o desfecho em Peixes. Céu de brigadeiro, mar de almirante. Em breve irei parafrasear um post de Acuio sobre as viúvas astrológicas, astrolábios e astronômicas – porque viúvas, com ou sem filhos, foram mães, mulheres de pais – e a lógica das ondas, e se pra quem é pai ou não ou pra quem é mãe-pai, meia enxurrada de água salgada basta, uns cigarros à menos e ficamos esta noite somente com lembranças boas de nossa infância, seguido do post da Daniela sobre o tema: Pais!
agosto 9th, 2009 at 11:59
Porra! Orra! Rra! Ra! A! Sempre sinto que meu pai está vivo para todo sempre. Desde sempre.
E vivam as viúvas! As negras e as coloridas.
Porra!