Júpiter em Peixes, um peixe bom eu vou trazer
terça-feira, janeiro 19th, 2010Tom Jobim tem o Júpiter em Peixes. Dorival é o próprio.
Enquanto Júpiter estiver em Peixes podemos ser surpreendidos com a sorte grande.
Tom Jobim tem o Júpiter em Peixes. Dorival é o próprio.
Enquanto Júpiter estiver em Peixes podemos ser surpreendidos com a sorte grande.
2009 foi o ano de Júpiter em Aquário. O ano das mídias sociais e também da gripe suína. Dizia que teríamos muitas surpresas e transições políticas. Obama ganhou o Prêmio Nobel da Paz, Susan Boyle apareceu do nada e o Rubinho quase, mas quase, ganhou a F-1. Também tivemos muito vento (Aquário) e quedas de avião. Michael Jackson nos deixou também. Agora, 2010, será um ano de Júpiter em Peixes e também de Júpiter/Urano em Áries.
Júpiter ingressou Peixes no dia 18 de janeiro e permanece no signo do amor universal até dia 06 de junho quando ingressa o signo de Áries. Júpiter em Áries vai até o dia 09 de setembro quando volta a transitar Peixes. E aí teremos Júpiter em Peixes até o dia 22 de janeiro de 2011. E o que acontece quando Júpiter caminha por Peixes? Acontece que os assuntos de Peixes são ampliados. Então, música, sonho, devaneio, imaginação, cinema, compaixão, solidariedade, misticismo, surrealismo, milagres, canto da sereia, encantamento, poesia, êxtases coletivos, escapismo, anestesias e mar revolto neste ano de 2010.
O primeiro sinal da compaixão é a ajuda de várias partes do mundo ao Haiti pós-terremoto. Júpiter em Peixes vem em socorro! Será que assistiremos Júpiter Salvador ainda várias vezes neste ano? Provável. Assim como boas estreias no cinema. 2010 é o ano de Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton. Mais surreal, pisciano, impossível. Júpiter vai ampliar a imaginação e o delírio enquanto estiver em Peixes. E isso é saudável já que o homem é feito da mesma matéria do que é feita a poesia.
Depois da caça aos Titãs, Zeus obteve o domínio do universo. Nasceu então a terceira geração de deuses, os deuses do Olimpo, assim chamados porque residiam no pico do Monte Olimpo, na Grécia setentrional, nos confins com a Tessália e a Macedônia. Os antigos o descrevem como um lugar que jamais sofreu com ventos, nem chuvas. Onde o céu é sempre azul. Céu de brigadeiro. E a luz, ali, se irradia cândida e morna.
Zeus, também chamado também de pai dos deuses, é o adminstrador do céu, é aquele que garante o poder, a ordem e a lei. Zeus e seu cetro. E exercita seu poder não só com relação aos homens, mas também entre os deuses. Homero se referiu a ele como o trovejante, já que Zeus, armado com seus raios e trovões, podia desencadear violentas tempestades, assim como dissolver as nuvens.
Na corte de Zeus, e dos deuses, ali na parte mais alta do monte, Vulcano, o deus ferreiro e forjador, construiu os inúmeros palácios das divinidades. Mas as portas do Olimpo, invisíveis aos humanos, eram guardadas pelas nuvens e pelas Horas. E sobre o monte, as divinidades de reuniam para discutir os acontecimentos dos homens e dos deuses. Agora, quem dava o veredicto final era sempre, Zeus, Júpiter, o juiz.

Concilio degli dei. Raffaello. 1515-1517. Roma, Villa Farnesina.
(Purtroppo, não achei uma foto melhor do Concílio do deuses. Na Itália é raro deixarem você fotografar dentro de museus e galerias. MAs tá valendo né?)
O afresco representa o concílio divino, organizado depois dos acontecimentos entre Amor e Psiquê. Pisquê está bem à esquerda e recebe de Mercúrio a taça da imortalidade, cheia de ambrosia. Na extrema direita, Zeus escuta Amor – Eros -, na presença de todos os deuses, convocados para assistir a decisão que uniria os dois jovens. A decisão de Zeus foi favorável a Amor, isso porque até mesmo Zeus, com todo seu poder, não estava livre de Amor, das suas flechadas, do poder de Eros.
Para finalizar, dizem que tempos depois, a sede dos deuses foi transferida aos céus, pelos poetas.