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Archive for the ‘Pessoas, celebridades, personagens’ Category

José Mindlin, o Guardião dos Livros

terça-feira, março 2nd, 2010

Bingo! José Mindlin nasceu no dia 8 de setembro de 1914, São Paulo – SP. Sol e Mercúrio em Virgem. É conhecido o amor de Virgem pelos livros. Sabia que Mindlin só podia ser do sgno da Virgem, sabia.  Morreu também sob a Lua em Virgem. Virgem guarda Mindlin. (Também tem Júpiter e Urano em Aquário, é claro).

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Maria Bueno

sábado, janeiro 23rd, 2010
por Alfredo Andersen

por Alfredo Andersen

O povo é um inventa-línguas e um inventa-santos. Maria Bueno, santa canonizada pelo povo curitibano, repudiada pela Igreja, foi assassinada a navalhadas pelo amante ciumento no dia 29 de janeiro de 1893. A Lua estava em Câncer, no signo da Mãe, e o Sol em Aquário, no signo dos acidentes, segundo alguns. Quem conta bem essa história é o Valêncio Xavier. Resumindo, seguindo Xavier, a história de Maria Bueno, a santa curitibana, é mais ou menos assim:

De cor parda (sic), 28 anos, lavadeira, Maria Conceição Bueno teve quase a cabeça separada do corpo e as mãos à navalhada. Note o ‘quase’, por favor. Motivo? Ciúmes. Mas há controvérsias. Segundo a versão dos detratores de Maria, Diniz, seu amante, teria a proibido de ir ao bordel naquela noite. Ela desobedeceu. Como castigo, foi assassinada. Segundo os devotos, Maria Bueno foi morta ao resistir à tentativa de Diniz de estuprá-la, quando voltava de seu trabalho como lavadeira. Seu amante, Inácio José Diniz, foi preso, julgado e… absolvido.

Anos mais tarde, Diniz comete latrocínio quando da invasão pelas tropas federalistas. Pelo crime teria sido degolado por ordens do comandante federalista Gumercindo Saraiva. Para os fiéis de Maria Bueno, este é o primeiro milagre da santa: teria feito justiça com as próprias mãos. Uma santa justiceira.

Por ser prostituta, segundo alguns, os padres da Matriz recusam-se a enterrá-la. Missa? Muito menos. Outro motivo da recusa dos padres seria por Bueno ser praticante de outra religião. Umbanda? Candomblé? Maria Bueno pomba-gira?

Em 1948, Sebastião Isidoro Pereira psicografa “Maria Bueno”. Nesta visão, a santinha seria morretense, a última filha de 7 filhas mulheres. Convive com os maus tratos do pai alcoólatra e por isso vai viver com a irmã em São Luis do Purunan. Bonita, Maria Bueno provoca amores pecaminosos por parte do seu cunhado. Prevendo o pior, decide ingressar-se num convento. No entanto, os padres mandam-na para Curitiba, aos cuidados de um casal de velhos. Morto o marido, passa a ajudar a viúva fazendo serviços domésticos.

Na madrugada da sua morte, atendia uma festa, quando recebe um chamado da viúva. Embora fosse tarde, retorna para casa atravessando um matagal na rua Campos Gerais, a atual Vicente Machado, entre Visconde de Nácar e Visconde do Rio Branco. Zona do meretrício da época. Lá se encontra Diniz, emboscado. Tenta violentá-la e, ao defender-se, é degolada. Essa versão é adotada pelos devotos.

Arnaldo Azevedo, da década de 60, cria a Irmandade Maria Bueno e resolve construir uma capela no túmulo dela. 7 virgens, médiuns e 7 videntes são convocados. Através de uma das virgens em transe, Maria Bueno concorda com a construção, reconhece como sua foto onde uma moça veste blusa com zíper. Foto essa que vai orientar um menino de dez anos a esculpir a imagem da “branca” Maria Bueno. A capela no túmulo é inaugurada no Cemitério Municipal em 1962. Com a construção novas lendas ao culto. Uma delas é a ocasião do incêndio provocado por ladrões ao tentar roubar o cofre onde os fiéis depositam suas doações. Maria Bueno teria apagado o fogo.

Os pedidos para Maria Bueno, no início, eram para casos de amor. Hoje em dia, faz milagres de cura.

Maria Bueno devolveu a fé a Raul Cruz.

Maria Bueno rendeu livros, estudos, peças de teatro (Raul Cruz), telas (a imagem acima é de Alfredo Andersen), filmes e continuará rendendo. O povo inventa-santos precisa cultuar sua imaginação.Maria Bueno é a Vênus em Peixes do mapa de Curitiba.

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Charles Manson é Escorpião

segunda-feira, dezembro 7th, 2009

Charles Manson, que tem sua história retratada aqui MANSON SUPERSTAR, é o doido que em 1969 mandou seu grupo de loucos matar a atriz Sharon Tate, grávida de 8 meses e meio do cineasta Roman Polanski. Manson tem Sol conjunto a Vênus, Mercúrio conjunto a Júpiter, todos em Escorpião. A Vênus em exílio é Manson.  Escorpião também é o signo de Suzane von Richthofen, a brasileira que matou friamente os próprios pais alguns anos atrás. Escorpião também é o signo solar da mente feminina do casal Nardoni. Não se espante, o mal transita por todo zodíaco, mas Escorpião é o Escorpião dentro da gente como ensina Albumansur, aqui

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Há um morcego na porta principal de Gotham City

domingo, novembro 29th, 2009

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A primeira aparição de Batman

domingo, novembro 29th, 2009

Batman foi lançado sob o Céu de 18 de maio de 1939, NYC. Mercúrio, Lua, Urano, Sol e Nodo Sul em Touro, Marte em Capricórnio – o herói-negro e disciplinado (Marte) estava exaltadíssimo (Capricórnio). E bilionário. Netuno em Virgem, Vênus-Saturno (repressão afetiva) em Áries e Júpiter também no começo do Carneiro. Plutão no último grau de Câncer vendo Hitler chegar todo de preto. A capa da edição número 27 da DC Comics é essa:

dc27

Você tem um exemplar? Venda para o Coringa. Deve estar custando meio milhão de dólares.

Na sua origem, Batman é um detetive solitário. Antes só do que mal acompanhado. O Robin, fazendo papel de filho ou de companheiro gay, surge depois, como que a colorir a sua origem, amenizar sua identidade. Afinal, nos primórdios, Batman é um vingador assassino. Um herói urbano, de carne e osso, com comportamentos nazifascistas e apreciador de substâncias que o faz tomar, para si, a morte e a loucura.

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Calvin é Áries e Peixes

sexta-feira, novembro 27th, 2009

A Karen me pediu para postar um video tal. Não sei se é este. Mas este é bárbaro tb. Calvin é Áries.

Caio Fernando Abreu e Silvia Ramos

quarta-feira, novembro 25th, 2009

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Crash! Boom! Explode! Where’s Harvey Dent?

quarta-feira, novembro 25th, 2009

Lendo post sobre Harvey Dent me deu saudades do filme. Crash pra todos! Bum! Explode!!!

E pra sonar e explodir o ouvido…

Vá lá fora e dê um berro quando o caminhão passar! Cadê o seu Harvey Dent, Gatón?

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O Duas-Caras, Harvey Dent, é Gêmeos-Libra

quarta-feira, novembro 25th, 2009

Duas-Caras, vilão de Gotham City, é o promotor Harvey Dent.

Conta a lenda que, após o assassinato de sua familía, Harvey tem ácido jogado na cara. Desse modo, acaba ficando com um lado do rosto desfigurado, revelando seu ódio, e no outro, sua sanidade. Logo de cara pensamos no signo de Gêmeos, devido a divisão de personalidade. Porém, há outro signo que parece mais próprio do promotor – o signo de Libra.

O Duas-Caras é um personagem que, ao decidir se deve matar ou não, tira cara ou coroa com uma moeda. Há em Harvey uma dúvida tão cruel, uma divisão tão fundamental, que podemos pensar no signo de Libra. É do signo de Libra essa guerra interna que o faz ficar entre duas opções igualmente importantes, sentido-se obrigado a escolher. No caso, Harvey precisa do auxílio da moeda, já que ele não consegue optar sozinho. E quantas vezes os nativos de Libra não pedem a opinião do parceiro ou de amigos para decidir alguma coisa?

E mais, advogado-promotor é profissão de Libra – o signo da Justiça. Este é o personagem de que, seguramente, Batman tem mais compaixão. Até porque Dent era seu amigo e, principalmente, por compreender que Duas-Caras não tem realmente a possibilidade de fazer a escolha entre saúde e loucura, dado o trauma de ter visto sua mulher assassinada. E disso o Batman entende.

Em Asilo Arkham, graphic novel de Grant Morrison e Dave McKean, os psiquiatras tentam tratamento com Harvey. Por se tratar de uma esquizofrenia, substituem a moeda, as duas caras, cara e coroa, por um dado. Seis opções, ufa! Depois tiram o dado e dão a ele 22 opções – um baralho de Tarot. A idéia era chegar em 64 saídas, através do I Ching. Quando Batman vê a cena, pergunta ao psiquiatra:

“O que vocês fizeram? Ele não consegue nem ir ao banheiro sem precisar jogar o baralho!!!”

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Ela é overdose, eu sei, mas eu gosto da Amy

quarta-feira, novembro 25th, 2009

… eu gosto da Maysa Winehouse.

Leminski

quarta-feira, novembro 25th, 2009

luapl

Bestial

terça-feira, novembro 24th, 2009

Acabou de sair biografia nova de Clarice Lispector, muito bem falada aqui como nos States. Lendo as resenhas por aí afora, descobri o inusitado: CL era sagitariana.

Peço sempre que Deus nos livre do tédio, do óbvio, da cretinice. Às vezes funciona. Sagitário eu nunca iria imaginar. E, pensando bem, faz todo o sentido: os textos dela têm alegria e patas de cavalo. Alegria bestial, Deus, e não besta.

Pesquisando, ainda descobri aqui uma tentativa de mapa astral pra Lispector.

Eu, como não sou astrólogo, só continuo pedindo a deus que nos livre, leitor, de uma ideia fixa. De preferência a galope. E com esterco.

*

RECONHECENDO O AMOR

“Esse aqui”, disse ela apontando o filho menor com um sorriso de carinho, “eu só tive porque descobri tarde demais e já não havia mais jeito de tirar fora.”

O menino abaixou os olhos e sorriu com modéstia

(de Clarice Lispector, em Para não esquecer)

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David Bowie Pablo Picasso

terça-feira, novembro 24th, 2009

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O saturnálico David Bowie

terça-feira, novembro 24th, 2009

David Bowie dispensa apresentações. Mas você sabia que o Camaleão do Rock (?) é Sol em Capricórnio na casa 12? O Sol parece que fica bem por ali.

Bowie nasceu no dia 08 de Janeiro de 1947, às 9h15 em Londres. Sol-Marte-Mercúrio em Capricórnio, Lua-Saturno-Plutão em Leão, Vênus em Sagita, Júpiter em Escorpião, Netuno em Libra, Urano em Gêmeos, ASC em Aquário. O Ascendente em Aquário explica a sua androginia, mas há mais.

1.Vênus é angular (M.C.);
2. a Lua tb é angular (Desc.); e planetas-deuses angulares marcam a personalidade do errante.

As duas mulheres do céu, Lua e Vênus, obrigam Bowie a se vestir com suas armas e artimanhas, fazendo-o transformista, ator, camaleão. Na arte como na vida tudo pode, não é mesmo?

Mas se você está achando que o Bowie é mulherzinha por conta da Vênus e Lua fortes, está redondamente enganado. O Camaleão tem Sol conjunto a Marte! Ambicioso o rapaz, macho pracaralho. Mas a gente vê mais o signo do camaleão marcando sua personalidade porque Saturno (que rege o Asc, seu corpo e aparência) encontra-se em Leão conjunto a Lua e a Plutão. E a Lua em Leão, então, faz com que Saturno (Bowie) mude de tom, de cor, de expressão a cada acorde do mundo, a cada face do tempo.  A Lua não muda a cada face de tempo? E Bowie agora é o novo padrinho do Saturnália.

Outra pessoa que se fazia passar por vários outros era Fernando Pessoa, também dono da Lua-Saturno em Leão. Leão é exuberância de personalidades. O Plutão a mais, no caso do Bowie, só afirma a ele que se não mudar de cabelo, de cor, de coração a cada estação, morrerá como um quindim na boca da cobra.

Plutão é dramático que só vendo.

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Riquezas são diferenças

segunda-feira, novembro 23rd, 2009

Riquezas são diferenças

Folha de São Paulo, 07/01/92

Arnaldo Antunes

Muita estupidez e preconceito se têm lido nas páginas dos jornais, seja na opinião dos próprios jornalistas, seja na declaração de pessoas do meio artístico musical, tendo por objeto a cor da pele de Michael Jackson.

Não quero falar aqui da sua música, que continua exercendo o caminho natural de sua genialidade; nem do espaço poderoso que ela ocupa no mundo todo. Quero falar da clareza de Michael Jackson. Mesmo que para isso eu tenha de aceitar a condição da imprensa em geral, que tomou essa questão como um escudo para não comentar com o devido respeito seu último disco.

Michael Jackson teve a pele negra. Ficou mulato em Thriller, clareou mais em Bad e agora aparece completamente branco em Dangerous. O mal-estar que isso vem causando é assustador, nessa beirada do ano 2000. Que ele “negou a sua raça”, “se corrompeu”, “virou um monstro”, entre ofensas piores.

O pior ataque dessa onda se leu numa matéria assinada por Sérgio Sá Leitão, na seção denominada “Fique por dentro” (?), no Folhateen de 9/12/91, que, além de desprezar sem nenhum fundamento Dangerous (”O fundamental em Michael Jackson já não é mais a música — como o era na época de Thriller, seu álbum-emblema”) e lamentar a mudança de cor enquanto perda de identidade (”Com sua identidade diluída, falta também a Michael Jackson a legitimidade indispensável a qualquer astro da cultura pop”), começa (na manchete) e termina (na conclusão da matéria) com uma frase de efeito de uma agressividade despropositada: “Michael Jackson é o eunuco do pop”. Tendo-se em conta a potência que ele representa, não apenas em seu som, mas também como fenômeno de massas no planeta, tal inversão só pode ser interpretada como fruto de ódio. Parece a indignação de um membro da Ku Klux Klan defendendo a pureza racial ameaçada por esse branco que não nasceu branco.

Brancos sempre puderam parecer mulatos, bronzear-se ao sol ou em lâmpadas específicas para esse fim, fazer permanente para endurecer os cabelos. Tudo isso visto com naturalidade e simpatia. Tatuagem, que é uma técnica predominantemente usada por brancos, pode. Até mesmo aquela caricatura do Al Johnson era vista com graça. Agora, o negro Michael Jackson entregar seu corpo à transcendência da barreira racial desperta revolta, reações de protesto e aversão.

O espaço da ficção é permissivo. Todo mundo acha bacana Raul Seixas haver cantado “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante”, ou haver existido uma banda chamada “Mutantes”. Há um consenso na aceitação da promiscuidade racial de Macunaíma, como traço característico de nossa identidade antropológica. Agora, quando adentramos o campo da vida real as máscaras moralistas, racistas, preservacionistas da estagnação se mostram, contra a liberdade individual de se fazer o que quiser da própria pele.

É que Michael Jackson é um Macunaíma ao avesso. Se o anti-herói de Mário de Andrade faz de si a parábola da gênese das diferenças raciais no espaço ficcional, Michael Jackson representa, em carne e osso, a abolição dessas fronteiras. Mas parece que, mais de cem anos depois, o Brasil ainda não está preparado para aceitar a Abolição.

Os negros que estão condenando a mutação de Michael Jackson, insinuando ser ela fruto de inveja de uma suposta condição dos brancos, acabam na verdade chegando a um veredito semelhante ao do racismo branco que diz: “Como esse negro se atreve a usar a minha cor em sua pele?” Michael Jackson continua cantando com o mesmo swing de quando tinha a pele preta, e dançando cada vez mais lindamente aquela dança que influenciou milhares de negros no mundo inteiro. Ele ostenta a pele clara como quem diz “eu posso”. E canta: “I’m not going to spend my life being a color”. E faz de seu corpo a prova de que a questão racial vai muito além da cor da pele.

O corpo é para usar. O corpo é para ser usado. Michael Jackson está colocando seu corpo a serviço de um tempo em que a pessoa valha antes das raças, e o planeta antes das nações. Não se trata de extinguir as diferenças, mas de fundar radicalmente a possibilidade de trânsito entre elas. A miscigenação que se fez aqui (nesse país onde todos somos um pouco mulatos ou mamelucos), diacronicamente, durante séculos, faz-se sincronicamente nele.

Michael Jackson é preto e é branco. Não fala em nome de uma raça ou casta, mas encarna em si a diferença. Não é mais americano porque é do mundo todo (”Protection/for gangs, clubs,/ and nations/ causing grief in/ human relations/ It’s a turf war/ On a global scale/ I’d rather hear both sides/ of the tale”, canta em Black or White). O incômodo está justamente nesse exercício de liberdade. Ele não precisa explicar nada. As respostas estão todas na sua cara. Ou naquelas caras tão diferentes se transformando umas nas outras, no clip de Black or White.

“…Eu me tomo as estrelas e a lua. Eu me tomo o amante e o amado. Eu me tomo o vencedor e o vencido. Eu me tomo o senhor e o escravo. Eu me tomo o cantor e a canção. Eu me tomo o conhecedor e o conhecido… Eu continuo dançando… e dançando… e dançando, até que haja apenas… a dança” (Michael Jackson, em The Dance).

Arnaldo Antunes

40 Escritos

organização: João Bandeira São Paulo: Iluminuras,2000

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Rubinho

segunda-feira, novembro 23rd, 2009

A sombra que paira sobre qualquer piloto brasileiro de F1 é que ele vire um novo Rubinho, isto é, segundo piloto, piloto-capacho, com a específica função de retardar adversários. Às vezes me compadeço com o que fazem com o Rubinho, da tiração de sarro, dos ovos que atiram nele. Beira à humilhação. A compaixão vem sempre quando me lembro da monstruosa sombra que pairou sobre ele por tanto tempo. A sombra, feita de saudades, tem um nome: Ayrton Senna.

O Rubinho nunca foi um grande piloto. Hoje se tem claro isso. Piloto mediano, razoável, piloto para compor grid. Hoje, graças, a Globo parou de forçar a barra e o deixou em paz. Mas o problema do Barrichelo, a meu ver, é esperar. Espera que o mundo seja justo com ele. Espera que seus gestos de bom moço sejam retribuídos, reconhecidos, valorizados. Sol em Gêmeos com Lua em Libra estão mais para um espírito conciliador do que para um guerreiro campeão do mundo. Mais para político do que para piloto. Aliás, Gêmeos e Libra eram os signos que Ayrton não tinha em seu mapa. Ayrton era um ariano com Ascendente em Aquário e Lua em Capricórnio. A mesma Lua do taurino Felipe Massa.

Será que o Rubinho nunca ganhará um campeonato? Será que Rubens Barrichelo veio pra esta vida somente para nos lembrar dos bons tempos do Ayrton? Tenho pena do Rubinho, mas não dura 3 minutos.

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