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Posts Tagged ‘Capricórnio’

O mito de Capricórnio

segunda-feira, fevereiro 22nd, 2010

Conta o mito que a Cabra do Céu, Capricórnio, é a Cabra Amaltéia, ama de leite de Júpiter. Amaltéia descendia de Hélio, o Sol, e era feia que o diabo. Devido ao seu aspecto monstruoso, os titãs a temiam e suplicaram à Terra que a escondesse numa caverna em Creta. Há quem diga que a cabra ama de leite era uma ninfa.

Amaltéia era medonha, mas era generosa. Um dia brincava com Júpiter e acabou tendo um dos seus chifres quebrados. Para compensá-la, o futuro dono do mundo prometeu-lhe que o corno despejaria abundância, flores e frutos para todo sempre. E as ninfas seriam as primeiras atendidas em seus desejos. A Cornucópia (corno da abundância) simboliza a profusão eterna e gratuita dos dons divinos.

Quando a Cabra Amaltéia morreu, Júpiter fez da sua pele, que era imbatível, a Égide, escudo que o ajudou na luta contra os Titãs. Por sua gratidão aos cuidados recebidos da Cabra quando criança, Júpiter a colocou no Céu, brilhando na constelação de Capricórnio. E lá está entre Sagitário e Ganimedes, a ninfa cabra ama-de-leite Amaltéia.

cabrazeus03_jpg

Outra versão diz que Capricórnio é Pã, o sátiro, que teria sido transformado em bode por Júpiter ao vê-lo em apuros com o gigante Tifão (depois Manilius, astrólogo romano, vai chamar a casa 2 e 8 de Tifão). Pã, cujo o nome significa ‘tudo’, é descrito como meio homem, meio bode. Habitava os bosques e personificava a fecundidade e a potência sexual, e assediava quem passava na frente dos seus cornos. Já Tifão era um gigante. A cabeça tocava as estrelas e os braços estendidos iam do Oriente ao Ocidente. O corpo era coberto de plumas e, da cintura pra baixo, rodeado de serpentes. Nos ombros, cem cabeças de dragão. Pã ajudou Júpiter na batalha contra Tifão, por isso o Deus do Olimpo o protegeu.

Capricórnio: cabra, ninfa e Pã – deus dos bosques.

pan
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E a cabra gritou méééé

terça-feira, fevereiro 9th, 2010

Reproduzo aí embaixo um post de blogue / porque na Biblioteca do Saturnália livro tá dentro da gente, aproveite.

>> Marcos Visnadi

***

a solid volcano

capricórnio, can you believe it? com esse coração gordo.

o elvis nasceu no mesmo dia que o bowie
e o fellini e o lynch também nasceram no mesmo dia que o outro

tudo capricórnio que nem eu que cresci ouvindo que damos bons advogados
cresci ouvindo? lendo nos suplementos diários, vitamínicos

eu até quis ser diplomata pra trabalhar na onu
era meu sonho de criança hoje eu tenho uns mais realistas
tipo ganhar o nobel aos 35

“se montanha não vai até maomé, maomé inventa a montanha”
“quem nasceu cabra nunca vai ser precipício”

mas ah, eu nem falo de astrologia em público
e acho tonto, tonto quando alguém credita valor por referência cultural

(Júlia de Carvalho Hansen no Alforria Blues, 8/2/10)

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Poemas(s) da Cabra por João Cabral de Melo Neto

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

Poema(s) da Cabra

João Cabral de Melo Neto

Nas margens do Mediterrâneo
não se vê um palmo de terra
que a terra tivesse esquecido
de fazer converter em pedra.

Nas margens do Mediterrâneo
Não se vê um palmo de pedra
que a pedra tivesse esquecido
de ocupar com sua fera.

Ali, onde nenhuma linha
pode lembrar, porque mais doce,
o que até chega a parecer
suave serra de uma foice,

não se vê um palmo de terra
por mais pedra ou fera que seja,
que a cabra não tenha ocupado
com sua planta fibrosa e negra.

1

A cabra é negra. Mas seu negro
não é o negro do ébano douto
(que é quase azul) ou o negro rico
do jacarandá (mais bem roxo).

O negro da cabra é o negro
do preto, do pobre, do pouco.
Negro da poeira, que é cinzento.
Negro da ferrugem, que é fosco.

Negro do feio, às vezes branco.
Ou o negro do pardo, que é pardo.
disso que não chega a ter cor
ou perdeu toda cor no gasto.

É o negro da segunda classe.
Do inferior (que é sempre opaco).
Disso que não pode ter cor
porque em negro sai mais barato.

2

Se o negro quer dizer noturno
o negro da cabra é solar.
Não é o da cabra o negro noite.
É o negro de sol. Luminar.

Será o negro do queimado
mais que o negro da escuridão.
Negra é do sol que acumulou.
É o negro mais bem do carvão.

Não é o negro do macabro.
Negro funeral. Nem do luto.
Tampouco é o negro do mistério,
de braços cruzados, eunuco.

É mesmo o negro do carvão.
O negro da hulha. Do coque.
Negro que pode haver na pólvora:
negro de vida, não de morte.

3

O negro da cabra é o negro
da natureza dela cabra.
Mesmo dessa que não é negra,
como a do Moxotó, que é clara.

O negro é o duro que há no fundo
da cabra. De seu natural.
Tal no fundo da terra há pedra,
no fundo da pedra, metal.

O negro é o duro que há no fundo
da natureza sem orvalho
que é a da cabra, esse animal
sem folhas, só raiz e talo,

que é a da cabra, esse animal
de alma-caroço, de alma córnea,
sem moelas, úmidos, lábios,
pão sem miolo, apenas côdea.

4

Quem já encontrou uma cabra
que tivesse ritmos domésticos?
O grosso derrame do porco,
da vaca, do sono e de tédio?

Quem encontrou cabra que fosse
animal de sociedade?
Tal o cão, o gato, o cavalo,
diletos do homem e da arte?

A cabra guarda todo o arisco,
rebelde, do animal selvagem,
viva demais que é para ser
animal dos de luxo ou pajem.

Viva demais para não ser,
quando colaboracionista,
o reduzido irredutível,
o inconformado conformista.

5

A cabra é o melhor instrumento
de verrumar a terra magra.
Por dentro da serra e da seca
não chega onde chega a cabra.

Se a serra é terra, a cabra é pedra.
Se a serra é pedra, é pedernal.
Sua boca é sempre mais dura
que a serra, não importa qual.

A cabra tem o dente frio,
a insolência do que mastiga.
Por isso o homem vive da cabra
mas sempre a vê como inimiga.

Por isso quem vive da cabra
e não é capaz do seu braço
desconfia sempre da cabra:
diz que tem parte com o Diabo.

6

Não é pelo vício da pedra,
por preferir a pedra à folha.
É que a cabra é expulsa do verde,
trancada do lado de fora.

A cabra é trancada por dentro.
Condenada à caatinga seca.
Liberta, no vasto sem nada,
proibida, na verdura estreita.

Leva no pescoço uma canga
que a impede de furar as cercas.
Leva os muros do próprio cárcere:
prisioneira e carcereira.

Liberdade de fome e sede
da ambulante prisioneira.
Não é que ela busque o difícil:
é que a sabem capaz de pedra.

7

A vida da cabra não deixa
lazer para ser fina ou lírica
(tal o urubu, que em doces linhas
voa à procura da carniça).

Vive a cabra contra a pendente,
sem os êxtases das decidas.
Viver para a cabra não é
re-ruminar-se introspectiva.

É, literalmente, cavar
a vida sob a superfície,
que a cabra, proibida de folhas,
tem de desentranhar raízes.

Eis porque é a cabra grosseira,
de mãos ásperas, realista.
Eis porque, mesmo ruminando,
não é jamais contemplativa.

8

O núcleo de cabra é visível
por debaixo de muitas coisas.
Com a natureza da cabra
outras aprendem sua crosta.

Um núcleo de cabra é visível
em certos atributos roucos
que têm as coisas obrigadas
a fazer de seu corpo couro.

A fazer de seu couro sola,
a armar-se em couraças, escamas:
como se dá com certas coisas
e muitas condições humanas.

Os jumentos são animais
que muito aprenderam com a cabra.
O nordestino, convivendo-a,
fez-se de sua mesma casta.

9

O núcleo de cabra é visível
debaixo do homem do Nordeste.
Da cabra lhe vem o escarpado
e o estofo nervudo que o enche.

Se adivinha o núcleo de cabra
no jeito de existir, Cardozo,
que reponta sob seu gesto
como esqueleto sob o corpo.

E é outra ossatura mais forte
que o esqueleto comum, de todos;
debaixo do próprio esqueleto,
no fundo centro de seus ossos.

A cabra deu ao nordestino
esse esqueleto mais de dentro:
o aço do osso, que resiste
quando o osso perde seu cimento.

*

O Mediterrâneo é mar clássico,
com águas de mármore azul.
Em nada me lembra das águas
sem marca do rio Pajeú.

As ondas do Mediterrâneo
estão no mármore traçadas.
Nos rios do Sertão, se existe,
a água corre despenteada.

As margens do Mediterrâneo
parecem deserto balcão.
Deserto, mas de terras nobres
não da piçarra do Sertão.

Mas não minto o Mediterrâneo
nem sua atmosfera maior
descrevendo-lhe as cabras negras
em termos da do Moxotó.

Texto extraído do livro “João Cabral de Melo Neto – Obra completa”, Editora Nova Aguilar – Rio de Janeiro, 1994, pág. 254.

***

João é um Capricórnio com Lua em Virgem.

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Dia 15, Lua Nova da Cabra

sexta-feira, janeiro 15th, 2010

Salve, Saturnálico!

Lua Nova da Montanha, a Lua Nova da Cabra, é hoje, foi hoje. Às 05:12, horário de Brasília. Lua Nova no maior breu. Lua Nova ainda na quinta-feira, dia de Júpiter. Do ponto de vista astrológico, o dia apenas nasce quando nasce o sol. Já teci alguns comentários sobre esta lunação (ciclo lunar a que estamos todos submetidos até dia 13 de fevereiro), aqui: Dia 14, Lua Nova da Cabra Mas tem mais. Mas vou resumir.

Qual a montanha que quer conquistar? No lugar da “montanha” leia-se objetivo. Qual é a montanha que quer vencer nos próximos 3 meses (até 14 de abril). Haiti precisará de mais tempo, mas já é um bom começo a ajuda internacional e ironia do destino. Capricórnio abre o tempo composto por ele, Aquário e Peixes. Durante a lunação da Cabra (até dia 13 de fevereiro), faça um plano de conquista da sua montanha. Mas, por favor, uma montanha de cada vez, e não uma montanha de problemas. Afinal, a montanha insiste em ficar lá, parada.

Para vencer a montanha, seja Cabra. E também:

1) estabeleça prioridades;
2)  estude o percurso e os recursos necessários para atingir suas prioridades (leve o mínimo necessário);
3) ponha prazo para cada etapa de conquista;
4 )e tenha força de vontade a cada respiro.

Hoje Mercúrio cessa o seu passo moonwalk, embora no momento da lunação continue retrógrado. Volta a andar pra frente às 14h53 (horário de Brasília). A inteligência volta estar a serviço da construção do edifício, e não apenas da reforma e correção de erros, mas também. Inteligência programática, seca e fria, objetiva, reflexiva. Até a Lua Crescente, amadureça o seu plano de ação, de guerra, de conquista da sua montanha. Seja Cabra, cabra!

O negro da cabra é o negro
da natureza dela cabra.
Mesmo dessa que não é negra,
como a do Moxotó, que é clara.

O negro é o duro que há no fundo
da cabra. De seu natural.
Tal no fundo da terra há pedra,
no fundo da pedra, metal.

O negro é o duro que há no fundo
da natureza sem orvalho
que é a da cabra, esse animal
sem folhas, só raiz e talo,

que é a da cabra, esse animal
de alma-caroço, de alma córnea,
sem moelas, úmidos, lábios,
pão sem miolo, apenas côdea.

(João Cabral)

Mais sobre a Lunação da Cabra, a qualquer momento.

Salve!

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Dia 14, Lua Nova da Cabra

quarta-feira, janeiro 13th, 2010

Salve, Saturnálicos! Estamos às vésperas da Lua Nova da Cabra. O casamento do Sol com a Lua no grau 26 de Capricórnio acontecerá sexta-feira, dia 15, às 05h12, horário de Brasília. Logo depois do eclipse anular do sol que, aliás, não será visto pelo Brasil. A Lua Nova da Cabra diz adeus à Lua Nova Bárbara, a da cavalaria selvagem e inicia mais um novo ciclo lunar que irá até 13 de fevereiro, quando da Lua Nova do Aquário. (Recebi um email de Cabala promovendo a Lua Nova de Aquário para agora dia 15 de janeiro?! Nada a ver. Agora a Lua Nova é a de Capricórnio!) E como vamos chamá-la? Aceito sugestões.

Se a Lua Nova Bárbara o mundo expandiu, agora, o mundo se contrai. E este é o ritmo sempre: expansão-contração até o fim dos tempos. É como respiramos. Signos de Fogo (Áries-Leão-Sagitário) e Ar (Gêmeos-Libra-Aquário), expandem. Signos de Terra (Touro-Virgem-Capricórnio) e Água (Câncer-Escorpião-Peixes), contraem.

Se calcularmos a lunação Cabra-da-Peste para Brasília, teremos o signo de Capricórnio ascendendo, Plutão-Mercúrio, Nodo Norte-Sol-Lua-Vênus, todos, em Capricórnio. Quer mais Cabra com Rabo de Peixe ou tá bom pra você? Esta é a lunação que velará a perda de Zilda Arns e de mais brasileiros no terremoto que devastou o Haiti anteontem, dia 12. Lula e demais presidenciáveis vão prestar homenagens a criadora e responsável pela Pastoral da Criança. O Brasil está de luto.

E tem gente que se pergunta, perplexo: “Por que a Zilda? Por que a Zilda? Por que a Zilda? E não o Presidente do Congresso?” Maldade.

Saturno, dono do Ascendente da lunação no Brasil, encontra-se alto, na casa 10, em Libra, quadrando Plutão. Justiça implacável é algo deste aspecto. Haverá uma caça às bruxas no Brasil? No mundo? Uma vontade de fazer justiça com as próprias mãos? Ou apenas mais um embaralho das cartas já marcadas? Mais provável apenas o embaralho das cartas para mais uma jogada. Pessimismo, ou pragmatismo capricorniano, como queiram, é uma marca da identidade desta lunação. Bernardo Soares chegou assoando o nariz.

Sob esta lunação, outro assunto que também se apresenta é a política! Saturno em Libra, um bando em Capricórnio, exercem política diplomática (Brasil no Haiti), quanto a política doméstica que prepara a sucessão presidencial. Começou o circo de horrores. Saturno, como disse ontem, volta a outubro de 2009. Os donos do poder retomam a ideia de como fatiar a pizza de Poder do Lula. Política de alianças (Saturno em Libra), estratégia de guerra (Capricórnio). A nós, simples mortais, resta observar e farejar os acordos políticos que estarão sendo construídos bem debaixo do nosso nariz. E é claro que a merda da corrupção e escândalos políticos continuarão a jorrar no ventilador da briga política. O valetudo político começou. Mas não é sob esta lunação que veremos o estrondo retumbante, apenas alguns ruídos. Afinal, há um velório a velar. Enquanto isso, o Arruda quer por que quer continuar em Brasília.

E para nós, reles? O que diz esta lunação?

Capricórnio exige responsabilidade com o tempo, compromisso com a capacidade de produzir e disciplina e perseverança a um propósito. Tudo isso para nos tornarmos um pouco mais pedra, pedregulho, rocha ou rochedo – pedra não tem medo de ser imortal. Então, um brinde à Lua Nova da Cabra de Aço. Mercúrio volta a andar pra frente, hoje amanhã. Saia da frente então, porque a língua será assertiva, tapa na cara, quando solicitada.

Para Lá
Adriana Calcanhotto
Composição: Arnaldo Antunes / Adriana Calcanhotto

Se toda escada esconde
Uma rampa
Ampara o horizonte
Uma ponte
Para o oriente
Um olhar
Distante

Em volta de um assunto
Uma lente
Depois de cada luz
Um poente
Para cada ponto
Um olhar
Rente

E a montanha insiste em ficar lá
Parada
A montanha insiste em ficar lá
Para lá
Parada
Parada

Diante do infinito
Um mosquito
Em torno de um contorno
Gigante
Cada eco leva
Uma voz
Adiante

Decanta em cada canto
Um instante
De dentro do segundo
Seguinte
Que só por um momento
Será
Antes

E a montanha insiste em ficar lá
Parada
A montanha insiste em ficar lá
Para lá
Parada
Parada

___________________________________________

Amanhã teço mais comentários.

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Dia 21, Saturnália, A Festa

segunda-feira, dezembro 21st, 2009

Bom dia, Saturnálicos! Hoje é dia de Saturnália! Saturnália, A Festa Hoje é quando o Sol ingressa Capricórnio, mudando a estação do trem das coisas. É o chamado solstício. No hemisfério Norte, inverno. No Sul, verão. No mundo todo, a Cabra e os sátiros pedem passagem. Às 15h48, horário de Brasília, a Cabra misteryoza diz ió, ió saturnália e o Quindim da Sorte é oferecido no centro da Rua das Flores, em Curitiba. O Saturnália pede passagem e uma salva de palmas a você, leitor! E também

ao Cartola

ao Nelson Cavaquinho

e ao incrível Mussum e Originais do Samba

Hoje a Lua está em Aquário conspirando ações anárquicas. E ampliando a amizade. Uma única dica, para não ficar prolixo: acalme-se para não atropelar as próprias pernas, assim, tudo fluirá.

A Lua estará em conjunção a Júpiter e a Netuno, ambos também em Aquário – o signo das mídias sociais, o signo da rebeldia política, o signo da amizade sincera. Aquário também é o signo do garçom – é quando os deuses precisam dos homens para servi-los e, deste modo, ao lado do humano, se sentirem mais divinos. A Vênus em Sagitário também veio junto celebrar o ingresso do Sol em Capricórnio. Sorri e não acredita no que está vendo. Dia de surpresas.

Peço mais uma salva de palmas! Mas agora, a você, a você, leitor! Obrigado! O Saturnália só faz sentido se ouver eco e diálogo aí com você. E fiquem com o nosso novo padrinho:

Boa segunda-feira, dia da Lua, boa Saturnália a quem é doido de pedra e, também, a quem é doido de quindim.

Veja a programação da festa: Saturnália, A Festa

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Poema(s) do Capricórnio

sexta-feira, outubro 23rd, 2009

Se o negro quer dizer noturno
o negro da cabra é solar.
Não é o da cabra o negro noite.
É o negro de sol. Luminar.

Será o negro do queimado
mais que o negro da escuridão.
Negra é do sol que acumulou.
É o negro mais bem do carvão.

Não é o negro do macabro.
Negro funeral. Nem do luto.
Tampouco é o negro do mistério,
de braços cruzados, eunuco.

É mesmo o negro do carvão.
O negro da hulha. Do coque.
Negro que pode haver na pólvora:
negro de vida, não de morte.

João Cabral, Poema(s) da Cabra, ele mesmo, um capricorniano

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Bééé

sábado, setembro 26th, 2009

Apresento-lhes a Cabra-despertador. Ela vive nas colinas da Toscana, em Volterra. E acorda o povo pontualmente, às 6:23.

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Saturno D’Angera

sábado, setembro 26th, 2009


Saturno entre Capricórnio e Aquário, 1280
Angera. Província de Varese, Itália.

Seguindo o modelo da iconografia medieval, Saturno aparece sentado em um trono, assim como os imperadores, assim como Jesus Cristo. O autor é desconhecido. Na Idade Média a concepção de autoria ainda não era difusa. Saturno é o deus do tempo e a serpente que ele tem em mãos é o símbolo do eterno retorno.

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Capricórnio: dor nos joelhos, nas juntas, nos ossos?

segunda-feira, agosto 3rd, 2009

É conhecido o problema no joelho, nas articulações e nos ossos, para quem tem forte o signo de Capricórnio. Sol, Lua, Saturno ou Ascendente no Bode Véio. Este signo também tem encrenca com a pele. Então aí vai a enquete: você, Capricórnio, tem problema de pele, junta rígida, dor no joelho ou esfarelamento dos ossos? Conhece algum capricorniano que tenha e que possa vir prestar seu depoimento? O link dos comentários é o mural das confissões.

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