II Festival Saturnália de Astrologia ~ Fabulações ~

II Festival Saturnália de Astrologia

~ Fabulações ~

Porque não há astrologia sem fabulação.

 

14 a 17 de julho, por vídeo conferência (Zoom) e plataforma Moodle

 

Dia 14/07 – Quarta-feira

09h30 – Rádio Cafuné com Rê do Céu

09h45 – Abertura do Festival

10h – Fabulações – a dimensão simbólica como alicerce da realidade, por Natália Xavier

16h – As muitas faces de Eros, por Juliana Guide

19h30 – Júpiter em Peixes: o canto das sereias e a embriaguez dionisíaca, por Sibylla Ξ Beatris Ribeiro Gratti Ξ

 

Dia 15/07 – Quinta-feira

10h – Fabulações do pertencimento: histórias de Casa IV e Casa XI, por Canela Borges

16h – Lunário Perpétuo: fartura astrológica do sertão,  por Julia Garcia

19h30 – Fabulosa Maria: um exercício de direção, por Thamires Sarti

 

Dia 16/07 – Sexta-feira

10h – O guia da natividade: fábulas sobre o daemon e a técnica de Porfírio, por Maíra Fernandes

16h – A Cidade e a Serpente: fabulações da luta antimanicomial em Franco Basaglia, por Ana Thomazini

19h30 – O Touro e a Górgona no céu da Babilônia, por Julia Schmidt

 

Dia 17/07 – Sábado

10h – Céu Guarani, uma abordagem mito-poética da forma de observar e organizar o céu e as estações na visão do povo nativo do cone sul da América do Sul, por Yxapy Rendy

16h – Mapa do Nascimento ou Nascimento do Mapa, fabulações de uma jovem parteira astróloga, por Raquel Ire Okan

19h30 – Thema Mundi: o fabulário das luzes, por Mariana de Oliveira Campos

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Atenção! Sempre um pouco antes e um pouco depois de cada encontro, contaremos com a DJ e astróloga Rê do Céu (Renata Asato) ilustrando as falas e o céu com músicas do cancioneiro popular.

Os encontros acontecerão via plataforma Zoom. Cada encontro tem a duração de 1h30 a 2h, incluindo perguntas dos participantes.

Após o término do Festival, as gravações das aulas ficarão na plataforma Moodle da escola por mais dois meses, para que você possa ver e rever.

 

Informações: secretaria@saturnalia.com.br

Caso você queira efetuar a inscrição via Pay Pal, favor entrar em contato pelo e-mail: secretaria@saturnalia.com.br

 

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A seguir, mais detalhes de cada encontro:

 

II FESTIVAL SATURNÁLIA DE ASTROLOGIA

~Fabulações ~

14/07 – 09h30 – Abertura do Festival

14/07 – 10h – Natália Xavier

Fabulações: a dimensão simbólica como alicerce da realidade

A predominância unilateral de uma racionalidade cartesiana esfacela diariamente a potência mítica da existência. Sabe-se que a imaginação por muitos séculos foi descrita como fonte de enganos, “a louca da casa”, ou como origem a ser rapidamente superada por estágios posteriores de conhecimento considerados mais importantes e verdadeiros. Nesse encontro abordaremos as potencialidades da fabulação e da imaginação simbólica em nossa existência, a partir de um breve percurso histórico, compreendendo que o recurso da imagem e da fantasia possuem uma função reguladora na psiquê, ou, como diria Clarissa Pinkola: são bálsamos para a alma.

Natália Xavier é artista visual, escritora, astróloga, cantora e atriz.
Mestranda em Poéticas Visuais pelo Instituto de Artes da Unicamp (2020), atualmente investiga, por meio de poéticas visuais e literárias, a imaginação material, o intercruzamento e a fabulação de narrativas simbólicas – mitologias – advindas de diversas culturas, a partir de uma perspectiva feminista e descolonial. A sua prática artística tem se estabelecido por meio do desenho, da performance, da escrita e do bordado.

14/07 – 16h – Juliana Guide

As muitas formas de Eros

Eros, para os gregos, ou Cupido, para os romanos, é uma divindade versátil e levada, de culto antigo e iconografia complexa. Neste encontro, abordaremos algumas formas dadas pela pintura e pela escultura ao mais popular dos filhos da deusa do amor, acompanhando para isso suas travessuras.

Juliana Ferrari Guide é mestra em Estudos da Tradição Clássica, na linha de pesquisa em História da Arte pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com estágio de pesquisa na Italia através de Programa  Santander de Bolsas de Mobilidade Internacional. Atualmente é professora de História da Arte na Escola do MASP, ministrando cursos sobre o Renascimento italiano.

14/07 – 19h30, Beatris Ribeiro Gratti

Fabulações sobre Júpiter em Peixes: o canto das sereias e a embriaguez dionisíaca

Júpiter transitará por Peixes brevemente em 2021 e depois ao longo do ano de 2022, quando se encontrará com Netuno (regente moderno de Peixes). Partindo dos mitos gregos sobre o fascínio do canto das sereias e sobre a embriaguez dionisíaca, vamos fazer uma reflexão sobre a busca tão humana por um saber que transcenda o próprio humano, uma das possíveis leituras da conjunção dos dois regentes do signo de Peixes.

Sibylla Ξ Beatris Ribeiro Gratti Ξ Filósofa, professora de latim e grego antigo, astróloga e taróloga.

15/07 – 10h, Canela Borges

Fabulações de Pertencimento: histórias de Casa IV e Casa XI

Todo astrólogo também é um narrador de histórias e auxilia quem o procura a dar novos sentidos à sua narrativa. Neste encontro, vamos abordar os Mapas da Geada Negra que aconteceu em Londrina em 1975 e o da escritora Carolina Maria de Jesus. Céu e terra nos ajudam a compreender os impactos da monocultura, do êxodo rural e da luta pela dignidade por um teto, pão e um pouco de poesia no Brasil sob ditadura.

Canela Borges é historiadora de formação e encontrou na Astrologia o idioma que permite dialogar, temperar e dançar com a vida. Pesquisa as conexões entre a prática astrológica e a narração de histórias. Seu atual laboratório de pesquisa-ação é a Jornada Mais Leve.

15/07, 16h, Julia Garcia

Lunário Perpétuo: fartura astrológica do sertão

“Lunário perpétuo” foi o livro mais lido nos sertões do Nordeste durante 200 anos. Publicação do gênero almanaque, o Lunário reúne conhecimentos de medicina, agricultura, datas religiosas e previsões astrológicas que serviam como oráculo agrícola. Acima de tudo, é um livro sobre o tempo. Além da difusão das ciências e saberes populares, o Lunário também serviu de inspiração para o imaginário dos cantadores e cordelistas. Nesse encontro vamos explorar essa herança astrológica que até hoje está presente nas vozes e fábulas do nordeste brasileiro.

Julia Garcia é escritora, astróloga e professora. Escritora da Luzeira Astrologia e professora de astrologia na Saturnáia – Escola de Astrologia

15/07, 19h30, Thamires Sarti

Fabulosa Maria: um exercício de direção

Quantas histórias narram o céu? E quantos contos emergem de uma vida? Se você pudesse eleger um ponto de vista, qual escolheria? Depende, é o que qualquer pessoa com juízo responderia. A fábula que contarei aqui tem como ponto de partida e de chegada o Sol, especificamente aquele que ilumina a cabeça da minha avó, Dona Maria de Lourdes. De Ponte Nova à Mairinque, uma mulher atravessa a terra desde a metade do século XX. Um passo por ano, um dia por vez, cada um deles dedicados ao cultivo do amor pela vida.

Thamires Regina Sarti, 32, nasceu em Mairinque e vive no Rio de Janeiro. É criadora do Astrologuês Podcast e Noticiário Celeste. Graduada, mestre e doutoranda em História pela Universidade Estadual de Campinas, possui experiência em pelo menos 27 diferentes atividades profissionais e encontra-se em relacionamento sério com a Astrologia desde 2016.

16/07, 10h, Maíra Fernandes

O guia da natividade: fábulas sobre o daemon e a técnica de Porfírio

Do diálogo de Sócrates em Fédon ao conto do Dr. Fausto de Goethe, são inúmeras referências literárias sobre os daemons. Essas figuras demônicas, que os gregos também chamavam por espíritos, sussurram aos humanos segredos benéficos ou maléficos. Nessa palestra, vamos investigar a importância dos daemons na cultura da antiguidade e a recepção astrológica dessas figuras como guias dos mapas natais, como guardiões do destino. Abordaremos, ainda, a técnica de Porfírio sobre o oikodespotes, como uma das formas de encontramos o daemon, ou senhor da natividade, nos mapas.

Maíra Fernandes é astróloga tradicional desde 2015. Publica horóscopos poéticos na página Sol Invictus – Astrologia, além de ministrar cursos de formação em astrologia, workshops e palestras. Pesquisa sobre os diálogos da astrologia helênica com a filosofia estoica, além do papel do daemon para a literatura astrológica e filosófica da época.

Dia 16/07, 16h, Ana Thomazini

A Cidade e a Serpente: fabulações da luta antimanicomial em Franco Basaglia

Resumo: Para questionar certos mitos modernos – como a imparcialidade dos saberes científicos – é preciso colocar em perspectiva perguntas simples, porém complexas: quem define a loucura? Quem é esse observador autorizado a catalogar e segmentar a chamada doença mental? Através da narrativa do Psiquiatra Franco Basaglia e sua experiência pioneira na luta antimanicomial, o presente trabalho procura fabular como é possível construir novas realidades a partir do reconhecimento das subjetividades presentes na loucura.

Ana Thomazini, carioca, graduada em História, busca na trajetória dos mistérios dos Céus, percurso iniciado em 2015, cultivar a boa sorte através dos oráculos.

16/07, 19h30, Julia Schmidt

O Touro e a Górgona no céu da Babilônia

Nos tabletes de argila mesopotâmicos soterrados por quase dois mil anos, reencontramos uma série de narrativas literárias e artefatos que nos recontam histórias que nossos ouvidos já ouviram. Muitas dessas histórias foram cunhadas não só no barro, mas também no céu.

O célebre poema de “Gilgamesh, ele que o abismo viu” revela mitos que circundam a constelação do Touro e da Medusa – em uma tradição que antecede por quase mil anos a lira de Hesíodo e Homero. Assim, fitar o firmamento fabulado dos magos e magas da Babilônia é reconstituir uma fonte literária que, se  a História Ocidental apagou, nós, como areia do deserto, deixamos que o vento sopre e desvele o que barro seco firmou – há 5 mil anos –  na terra e no céu.

Julia Schmidt é professora de Língua Portuguesa. Mestre em Linguística com foco em Análise do Discurso pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Estuda Astrologia na Saturnália desde 2017. Formada em Perfumaria pela Escola de Perfumaria Ancestral e Harmonie Aromaterapia. Desenvolve atualmente estudos ligados à astrologia, botânica, perfumaria e mitologia.

Dia 17/07, 10h – Yxapy Rendy

Céu Guarani – uma abordagem mito-poética da forma de observar e organizar o céu e as estações na visão do povo nativo do cone sul da América do Sul

A história mítica dos Guarani remonta 52.008 anos divididos em quatro grandes eras de treze mil anos. Atualmente estamos na Era de Ara Ñamandu Guaxu, o tempo de integração de todos os povos. Neste encontro veremos uma abordagem mito-poética do mito da procedência das almas, a partir da Constelação do Cruzeiro do Sul, o Kuruxu, para os Guarani. Sendo esta constelação um dos principais pontos de orientação celeste para os povos nativos da região Sul da América do Sul.

Yxapy Rendy (nome guarani de Vanessa Brandalise) é descendente do povo Xiinguy, da região de Curitiba. Há 25 anos pratica e ensina o ñande reko, o modo de ser Guarani Ñandewa, juntamente com sua família. E, em 2019 criou a página Koratã Astrologia reunindo textos sobre o céu do dia, na perspectiva da astrologia tradicional, além de apontamentos sobre a cosmovisão Guarani. Vem se dedicando a leitura de mapa natal e carta de tarô.

Dia 17/07 – 16h, Raquel Ire Okan

Mapa do nascimento ou nascimento do mapa? Fabulações de uma jovem parteira astróloga

“Mapa do Nascimento ou Nascimento do Mapa?” é a pergunta que direciona sua pesquisa, que é composta de um diálogo reflexivo em torno de assuntos ligados à Astrologia de Natividades e os Saberes Ancestrais das Parteiras. A pesquisa tem amadurecido há 3 anos a partir da observação de sua própria vivência como parteira astróloga, a cada natividade que nasce sob a sua guarnição. A apresentação contará com a partilha de estudos de caso e é um convite para mergulhar nos mistérios do Nascer sob a perspectiva astrológica.

Raquel Ire Okan (30) é artista, parteira tradicional e astróloga. Há 7 anos iniciou seu caminho na tradição das parteiras e, hoje, é o coração da comunidade BAOBÁ – Saberes Ancestrais, trabalho que realiza à serviço do Bem Nascer, junto das crianças e famílias na assistência ao nascimento e suas continuidades, e também promove diálogos com diferentes públicos trazendo à luz reflexões a respeito da cultura de nascimento das parteiras tradicionais.

Dia 17/07, 19h30, Mariana Campos

Thema Mundi: o fabulário das luzes

Thema Mundi é o mapa imaginário da origem do mundo, através do qual reconhecemos as dignidades planetárias. A antiga literatura astrológica se refere a ele como um recurso técnico e lúdico empregado para fins didáticos dos saberes celestes. Recentemente as traduções de Benjamin Dykes da obra de Abu Mashar revelaram meios de reanimar o pensamento hermético sobre as dignidades planetárias, principalmente no que se refere às luzes celestes. Assim como diversas culturas sonham fábulas de criação de seus mundos, observamos o Thema Mundi como a lenda da criação da Astrologia, não só como um esquema de justificativas técnicas, mas como uma ilustração que conserva com frescor o espírito e a fortuna desse saber.

Mariana de Oliveira Campos nasceu em Campinas (1988). É astróloga e escritora em seu canal, Luzeira – Astrologia, e professora da Saturnália – Escola de Astrologia. É graduada em Letras (português/espanhol) e mestre em Estudos da Literatura, ambos pela Universidade Federal de São Carlos. Vive no Rio de Janeiro.

 

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Som-Festival –

Rê do Céu (Renata Asato) – Atriz, forrozeira, astróloga e agora DJ. Ativa na Rádio Cafuné, no II Festival Saturnália de Astrologia fará o som para receber os participantes e fechar cada encontro com uma canção escolhida a dedo.

Mediação – 

Analu Bambirra, astróloga e produtora de cinema, fará a mediação dos encontros.

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